domingo, 28 de agosto de 2011

Em Busca do Bom Capitalismo

O bom capitalismo é aquele onde direitos de propriedade são bem definidos e garantidos, contratos são respeitados e executados com o auxílio de um judiciário independente e com poder para fazer prevalecer o estado de direito, não existem barreiras à entrada para novas firmas e inovação é estimulada. O mau capitalismo é o corporativismo clássico, de inspiração Mussoliniana, onde o governo dirige corporações do setor privado com o intuito de promover solidariedade entre classes e outros objetivos sociais. O problema deste último é que esta orquestração estatal fatalmente leva a exclusão social e perda de dinamismo da economia, pois é caracterizada pela venda de proteção às classes bem conectadas e pela criação de barreiras à inovação e mudança social. Estes são os temas da ótima palestra do Edmund Phelps.

sábado, 27 de agosto de 2011

Repensando a Teoria Macroeconômica

Excelente palestra do Stiglitz. O argumento central é que os insights da moderna microeconomia não foram incorporados na macroeconomia. (HT Mark Thoma)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A Falta Que Boa Liderança Faz

Do Jeffrey Sachs, no Financial Times:

"The last missing piece for any recovery, however, is clarity of purpose from the political class. In Europe, a coherent response led by the European Union has been sidelined to policymaking by national governments – the pact between France and Germany being only the latest example. For months, Europe’s fate has been decided by German state elections and small Finnish parties. The European Central Bank has been so divided that it too has neglected core functions of stabilising panicked markets. There is no way the euro can survive if European-wide institutions continue to be so weak, slow and divided.
The US has similarly devolved into a mélange of sector, class, and regional interests. President Barack Obama is the incredibly shrinking leader, waiting to see whether Congressional power barons will call. More generally, the US cannot prosper while its politicians go hat in hand to the vested interests that finance their nonstop campaigning.
The recent swoon in financial markets and the stalled recovery in the US and Europe reflect these fundamental shortcomings. There is no growth strategy, only the hope that scared and debt-burdened consumers will return to buying houses they don’t need and can’t afford. Sadly, these global economic currents will continue to claim jobs and drain capital until there is a revival of bold, concerted leadership. In the meantime, the markets will gyrate in pangs of uncertainty."

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Paul Krugman: Uma (Falsa) Invasão de Alienígenas Pode Salvar o Mundo!


Ok, estou sendo sensacionalista para atrair audiência. Mas o vídeo acima confirma o título do post. Vamos então às minhas interpretações. Em macroeconomia, Krugman é um velho-keynesiano, da legítima linhagem do Hicks. Em comércio internacional, um merecedor do prêmio Nobel, mas como velho keynesiano, ele abusa da retórica de que quaisquer gastos do governo estimulam a economia, mesmo aqueles que não têm taxa de retorno positiva. O próprio Keynes pode ser acusado deste pecado, com seu exemplo famoso de que contratar trabalhadores para buscar notas de dólar dentro de garrafas em minas aumenta a demanda agregada (fazer link a referências). Note que, no vídeo acima, Ken Rogoff sugere investir em infraestrutura, que eu concordo como sendo mais razoável do que caçar alienígenas para estimular a demanda agregada.

O ponto fundamental é o seguinte: em uma economia com recursos econômicos sem ocupação (como no caso de uma recessão) faz algum sentido mobilizar recursos com maiores gastos, inclusive do governo. Só que na época de Keynes (e aí eu acho que Keynes não seria "keynesiano" para tratar dos problemas atuais) governos não estavam altamente endividados nem inflação era um problema. A presença de pelo menos um destes dois fatores muda radicalmente a terapia de Keynes. Um governo altamente endividado aumenta a desconfiança da sociedade a respeito de sua capacidade ou determinação de honrar com seus compromissos no futuro, o que mina os efeitos dos "estímulos fiscais" (aumento dos gastos para estimular a economia) no presente.

Como "velho keynesiano", Paul Krugman desconsidera (pelo menos retoricamente) a importância de credibilidade e confiança nas políticas de governo. O problema econômico americano hoje é um problema de confiança: sua classe política está cada vez mais parecida com a brasileira (o termo que eles usam volta e meia é "brazilianization"), cada vez mais comprometida com os grupos de interesse que a apoia e cada vez menos comprometida com o bem estar da sociedade como um todo (inserir link para a escola de escolha pública, que trata políticos como indivíduos maximizadores de utilidade pessoal e não da utilidade da sociedade). E as declarações do Krugman, de combate a alienígenas, não ajudam a construir credibilidade em uma sociedade mal versada nas nuances da teoria econômica moderna. Afinal, quem vai confiar em um governo cujos economistas sugerem caçar alienígenas para estimular a economia?

domingo, 14 de agosto de 2011

Lições da História e a Dívida Americana

Os EUA passam hoje por uma crise de confiança, que pode levar a uma crise de liquidez (como Itália e Espanha) e com menor probabilidade a uma crise de solvência. Christina Romer parece sugerir como evitar que a crise de confiança degenere em coisas piores, buscando lições da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial:

"Finally, what about the national debt? Given the recent debt downgrade, it might seem impossible for the United States to embark on fiscal stimulus that would increase its ratio of debt to G.D.P.
Well, at the end of World War II, that ratio hit 109 percent — one and a half times as high as it is now. Yet this had no obvious adverse consequences for growth or our ability to borrow.
This isn’t hard to explain. Everyone understood then why the nation was racking up so much debt: we were fighting for survival, and for the survival of our allies. No one doubted that we would repay our debts. We had done it after every other war, and raising taxes even before the attack on Pearl Harbor showed our leaders’ fiscal resolve.
Today, we can do much more to aid recovery, including a near-term increase in our debt. But we need to make the reasons clear and make concrete our commitment to deal with the debt over time.
In place of the tepid budget agreement now in place, we could pass a bold plan with more short-run spending increases and tax cuts, coupled with much more serious, phased-in deficit reduction. By necessity, the plan would tackle entitlement reform and gradually raise tax revenue. This would be the World War II approach to our problems.
Equally important, someone needs to explain to the nation and to world markets just why we must increase the debt in the short run. Unemployment of roughly 9 percent for 28 months and counting is a national emergency. We must fight it with the same passion and commitment we have brought to military emergencies in our past."

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Frase do Dia

"Consciência é aquela voz que nos lembra que pode ter alguém olhando"

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Representantes da Sociedade Civil, Cara-Pálida?

Do site Plano Brasil Maior:

Brasília (2 de agosto) – A presidenta da República, Dilma Rousseff, assinou nesta terça-feira (2) decreto nomeando 14 novos representantes das sociedade civil para compor o Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) (grifo meu), que será o nível de superior de aconselhamento institucional do Plano Brasil Maior.
O conselho é formado ainda por 13 ministros, incluindo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), nomeados em 2004, ano de criação do CNDI.
Entre os novos conselheiros, estão empresários de diversos setores da indústria, sindicalistas e presidentes de entidades de classe. Ao lado dos representantes do poder público, eles terão entre suas atribuições traçar as orientações estratégicas gerais e subsidiar as atividades do sistema de gestão da política industrial. O mandato será de dois anos.

Curioso é que o maior grupo da sociedade civil, os consumidores, não está representado. Algo me diz que serão eles que irão pagar a conta do "Plano Brasil Maior".

A Política Industrial que Nunca Foi

OESP e o Mansueto já fizeram boas avaliações a respeito do Plano Brasil Maior, lançado terça feira. Embora mereça aplausos por iniciar uma discussão a respeito de uma possível política comercial e industrial, ele peca por um ponto essencial: trata-se de um plano mais protecionista do que de estímulo à produtividade. Quando promete desonerar setores escolhidos, admite que vai continuar onerando os demais, quando direciona crédito via bancos estatais (o que se chama de repressão financeira) para os setores escolhidos, encarece o crédito aos demais, e quando dá ênfase a termos como "concorrência desleal" e "guerra cambial", perde o foco nos determinantes da baixa produtividade da indústria doméstica e dos outros setores da economia, que são o elevado peso da carga tributária e os elevados custos de transação e barreiras à entrada oriundos de excesso de legislação. Em suma, tem poucas características de um bom plano de desenvolvimento econômico e representa mais do mesmo, que é a venda de proteção, favorecendo atividades de rent-seeking e desestimulando criação de renda e riqueza.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Uma Teoria de Regulação Econômica

A teoria econômica de regulação de mercados é bem conhecida. Diz respeito à oferta e demanda de serviços de regulação, que envolvem tanto a motivação de interesse público (correção de "falhas de mercado") quanto a motivação de grupos (captura, burocracia, lobby).  Entretanto, ela ignora um componente importante da regulação presente frequentemente nas decisões regulatórias das autoridades brasileiras: A simples ignorância. Então, em complemento à teoria convencional, podemos postular o seguinte:

"Regulação de mercados surge quando a autoridade regulatória, que não entende o funcionamento de mercados, não gosta de algum resultado do mercado e visa alterá-lo, dificultando ou mesmo proibindo as transações que acredita terem levado a este resultado. Desta forma, o impacto da regulação é apenas uma elevação de custos de transação e uma redução da eficiência dos mercados".

Garanto que esta ideia não é minha, a li há muito tempo atrás e deve ser do Alchian, do Demsetz ou mesmo do Coase. Evidências empíricas? Bem, o Alex levantou mais uma.

domingo, 31 de julho de 2011

Vantagens Comparativas Para Leigos

Era uma vez uma família que tinha dois filhos, John e Paul (na verdade eram quatro, com George e Ringo. Mas estes ficam de fora desta história a título de simplificação). John tinha nove anos, Paul apenas seis e dormiam cada um no seu quarto. Todo dia de manhã, antes de irem para a escola, sua mãe pedia a cada um para  arrumar seu quarto, o que envolvia as tarefas de arrumar a cama e guardar os brinquedos. Como eles tinham idades e aptidões físicas diferentes, eles levavam tempos distintos para executar estas tarefas, como mostra a tabela abaixo:


Guardar Brinquedos
Arrumar a Cama
John
9 min
8 min
Paul
12 min
15 min

Como John era o mais velho e mais destro, ele conseguia executar as duas tarefas em seu quarto mais rapidamente que seu irmão mais novo. John então gastava 17 minutos enquanto que Paul gastava 27 minutos todo dia nas duas tarefas. O pai deles era um economista convencional, que gostava de contar histórias de economistas famosos à mesa do jantar. John gostava das histórias, e um dia ficou intrigado com a ideia de que trocas voluntárias sempre melhoram a vida das pessoas, que foi a moral da história que seu pai contou naquela noite. Isto não saiu da sua cabeça e ele foi dormir pensando a respeito.

No dia seguinte, pela manhã, John teve uma ideia e propôs a Paul o seguinte trato: Ele (John) arrumaria as duas camas enquanto que Paul guardaria os brinquedos nos dois quartos. Este trato envolvia uma troca de uma arrumação de cama pela guarda de brinquedos. John passou a gastar 16 minutos nas duas tarefas enquanto que Paul apenas 24 minutos. John economizou um minuto todas as manhãs, enquanto que Paul economizou três minutos por manhã. Ambos gostaram da nova situação pois tinham mais tempo disponível para brincar.

O que John e Paul descobriram foram o princípio de vantagens comparativas. John produzia cada uma das tarefas a um custo menor do que Paul, então ele tinha vantagens absolutas nas tarefas. Mas isto não impediu ganhos de trocas, pois John tinha uma vantagem comparativa em relação a Paul em arrumar as camas, pois fazia esta tarefa relativamente mais rápido, enquanto que Paul tinha uma vantagem comparativa para guardar os brinquedos.

John gostou tanto da engenhosidade da sua ideia que contou a seu pai o que aconteceu. Naquela mesma noite, seu pai explicou que o princípio de vantagens comparativas está por trás de todas as boas decisões no que diz respeito a trocas e especialização. Não precisamos fazer tudo o que consumimos, disse ele, podemos nos especializar naquilo que fazemos relativamente melhor e capturar ganhos por meio de trocas. E isto serve também para o comércio entre países: Vários países pequenos são ricos pois praticam comércio internacional e não produzem tudo que precisam. Seu sucesso está baseado na exploração de suas vantagens comparativas, finalizou.

Mas o tempo passou, os dois irmãos cresceram e desenvolveram novas aptidões, graças ao tempo extra ganho pelas trocas efetuadas todas as manhãs. John aprendeu a tocar guitarra e Paul piano, e assim desenvolveram novas vantagens comparativas. Eles montaram uma banda e ficaram famosos. Agora, eles não têm mais o problema de guardar os brinquedos, nem arrumam mais as suas camas, pois existem inúmeras fãs dispostas a fazê-lo. John e Paul ficaram ricos explorando suas novas vantagens comparativas, mas isto já é uma outra história.

Vantagens Comparativas e o Novo Desenvolvimentismo: Nenhuma Ligação ou Simplesmente Violação?

A teoria de vantagens comparativas talvez seja a mais difícil de entender, dentre todas da teoria econômica convrencional. Embora sua aplicação seja essencial para criação de valor e expansão de bem-estar, tanto no nível individual como em escala nacional e internacional, é curioso notar que mesmo economistas acadêmicos tenham dificuldades de compreensão, chegando a sugerir políticas de desenvolvimento que simplesmente ignoram a ideia de vantagens comparativas e, o que é pior, violam vantagens comparativas em sua implementação. Tome como exemplo este texto que busca definir o desenvolvimentismo brasileiro. Não há nenhuma menção a vantagens comparativas, mas isto pode ser apenas decorrente de ser um texto bastante simples, contendo uma mistura de declarações de boas intenções com interpretações esquisitas de artigos que, no seu devido contexto, são coerentes (veja, por exemplo, o texto que leva à nota de rodapé 5, leia o artigo citado e tente entender qual é a relação entre uma coisa e outra). Pegue também este outro texto, de autor novo-desenvolvimentista consagrado. Cheio de declarações de boas intenções, falácias do espantalho,  algumas aberrações como sugestão de política (como por exemplo taxar exportações para evitar o câmbio apreciado) e nenhuma referência explícita a vantagens comparativas. Talvez este texto específico não seja uma boa referência, no sentido de melhor descrever o que é o novo desenvolvimentismo, mas busquei alguns outros textos do mesmo autor e o nível do discurso é invariavelmente o mesmo. Espero então contar com a ajuda de algum leitor com indicação de texto melhor sobre o tema. Fica então a pergunta: Pode uma boa teoria de desenvolvimento ignorar ou mesmo violar o princípio de vantagens comparativas?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Como Tornar Economia (mais) Relevante

James Hamilton comenta (motivado por um post instigante de Mark Thoma, que trata da relação entre economistas acadêmicos e outros):

"Too many of my colleagues pay too little attention to how markets and institutions actually function. The profession and our ability to offer constructive policy advice are seriously impoverished as a result."
Da perspectiva dos trópicos, não apenas poucos (quer dizer, menos do que seria desejável) economistas acadêmicos devotam seu tempo de pesquisa para entender o funcionamento real de mercados e de governos, mas como também alunos de pós-graduação têm pouco interesse em desenvolver uma melhor compreensão. Um sintoma típico é quando estes definem seus projetos de dissertação e tese a partir do uso de uma técnica (quero usar métodos não paramétricos para analisar uma série... ou quero usar o matlab para simular a política monetária ótima em uma economia fechada de agentes ricardianos...) em vez de a partir da definição de um problema econômico (como por exemplo, por que a taxa de juros no Brasil é tão alta, ou por que a produtividade no país é tão baixa, ou por que não se consegue investir em infraestrutura, etc.) 

Existe, de fato, entre alunos de pós-graduação, um fascínio natural pelas técnicas, que, diga-se de passagem, são importantes por fazerem parte do arsenal indispensável do economista. O problema não reside no desenvolvimento de competências técnicas, mas na falta de curiosidade de buscar entender melhor a natureza de problemas concretos, o que de certa forma reproduz a postura de seus professores. Sem uma postura mais adequada, continuaremos em debates estéreis sobre questões menos relevantes.

terça-feira, 26 de julho de 2011

A Cura da Doença Européia

A proposta de Guido Tabellini envolve a transferência substancial de soberania econômica dos países da União Européia (UE) para as autoridades da UE (a Comissão ou agências regulatórias), com o objetivo de evitar a acumulação insustentável de dívida. A criação de um governo central, cujo principal objetivo é prover seguro aos estados membros associado à imposição de restrições orçamentárias rígidas, aproxima esta proposta da do "Federalismo Preservador de Mercados", de Barry Weingast. A estruturação de reformas institucionais na Europa com base no FPM pode se constituir na cura da doença européia, ao limitar a capacidade dos estados membros de se engajar em políticas predatórias (como a acumulação insustentável de dívidas, por exemplo) favorecendo o fortalecimento de mercados com melhores perspectivas de crescimento econômico.

O Futuro do Crescimento Econômico do Brasil

Se Dani Rodrik estiver correto, as perspectivas do país são menos brilhantes do que se imagina. Talvez continuaremos a ser o país do futuro por muito tempo:

"...igniting and sustaining rapid growth requires something more: production-oriented policies that stimulate ongoing structural change and foster employment in new economic activities. Growth that relies on capital inflows or commodity booms tends to be short-lived. Sustained growth requires devising incentives to encourage private-sector investment in new industries – and doing so with minimal corruption and adequate competence."

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Herança Maldita

Sobre o legado político das ideias de Keynes, de acordo com John Taylor:

"Milton Friedman wrote a wonderful review essay on Keynes’ influence on economics and politics which touches on these issues and is still well worth reading. Friedman distinguished between Keynes’ political bequest—the advocacy of discretionary actions taken by powerful government officials—and his economic bequest—the emphasis on aggregate demand as a source of business cycle fluctuations. In the last section of the essay Friedman argues—quoting extensively from Keynes’ famous letter to Hayek on the Road to Serfdom—that the political bequest was very harmful while the economic bequest has many important insights."

A Doença Européia

Doença Européia diz respeito à crise das dívidas soberanas de países membros da União Européia, que pode levar ao contágio, a uma outra crise financeira e a uma nova recessão global. O pacote de auxílio financeiro à Grécia é útil pois causa um alívio nas tensões econômicas, mas apenas engenharia financeira para tratar do problema é insuficiente, é necessária uma reforma fiscal mais abrangente para tornar sustentáveis as políticas fiscais dos estados membros da UE e ajudar a prover estabilidade macroeconômica à região. Abaixo, a doença européia como vista por alguns dos mais influentes economistas:
- Giavazzi e Kashyap
- Nouriel Roubini
- Kenneth Rogoff
- Andres Velasco
- Tyler Cowen

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Frase do Dia

"Memo to young economists:  Don’t ever think you’ve come up with a new idea.  Unless your last name is Coase, you are almost certainly wrong.  Everything in macroeconomics keeps get rediscovered with each new generation."

Scott Sumner, ao mencionar artigo seu de 1995 - que requenta idéias tão antigas quanto 1818 - que antecipa artigo do Mankiw de 2003.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Febeapá Econômico e a Dissecação do Besteirol

Alex provê um serviço de utilidade pública ao dissecar uma peça exemplar do festival de besteiras econômicas que assolam o país. Leia a coisa toda, são quatro posts que revelam a tragédia da "teoria econômica" e "pesquisa econômica" que circula na mídia e em meios acadêmicos no país.

P.S. Meu computador travou e estou corrigindo este post somente agora, incluindo o link necessário.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Importância do Livre Comércio

"Contrary to what skeptics often assert, the case for free trade is robust. It extends not just to overall prosperity (or “aggregate GNP”), but also to distributional outcomes, which makes the free-trade argument morally compelling as well."
Bhagwati explica.

Milton Friedman: O Retorno do Mestre

O que Milton Friedman (1912-2006) teria recomendado para elaboração de política monetária para a crise global de 2007-2009? Bernanke, em 2004, observou que “Friedman’s monetary framework has been so influential that, in its broad outlines at least, it has nearly become identical with modern monetary theory and practice.” Este artigo de Edward Nelson analisa a resposta de política à crise financeira sob a perspectiva da abordagem do Milton Friedman:

"the purpose of the present paper is to discuss Friedman’s monetary framework with particular reference to his analysis of financial crises. In so doing, I aim to show that certain aspects of Friedman’s framework are consistent with recent monetary policy practice, yet do not coincide with the majority view underlying “modern monetary theory.” In particular, the manner in which key monetary and financial policy responses have departed from leading benchmarks in the monetary policy and banking literature can be understood by considering Friedman’s own departures from those benchmarks. I will concentrate on bringing out lesser-known aspects of Friedman’s monetary economics that provide a conceptual framework through which recent policy actions can be understood. Several elements of the policy response are either explicitly along lines that Friedman recommended, or are actions that have the practical effect of satisfying criteria that he laid out."

domingo, 26 de junho de 2011

Volta do Auto-Exílio

Pior do que o stress de ter que blogar é o stress de não fazê-lo. Neste período de inatividade, a má notícia é que Bill Easterly encerrou suas atividades no seu blog. O motivo de ambos foi mais ou menos mesmo, liberar energia para outros projetos mais rentáveis. Talvez seja o caso de, para blogar com maior regularidade, me transformar em um blogueiro progressista. Ou continuar esta aventura solitária apenas pelo prazer de fazê-lo. De qualquer forma, voltei.