segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Chega de Mentira: Debate Já!


Considerando que a campanha eleitoral iniciou com a bênção do STE, que não vê irregularidades no uso da máquina pública por Mr. da Silva e sua candidata, considerando que o ex-presidente associado à sigla FHC publicou artigo conclamando ao debate seu sucessor, este blog apoia a campanha "Chega de Mentiras: Debate Já". O eleitor brasileiro merece respeito.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A Hipótese de Mercados Eficientes

Tudo o que você queria saber sobre a hipótese de mercados eficientes mas tinha medo de perguntar. A resenha de Erik Falkenstein conclui:

"'Rejecting efficient markets’ is not a necessary or even helpful pillar to understanding current anomalies because it is difficult to see any comparable replacement that would prevent the field from turning into chaos, where every outcome is the result of some ad hoc noise trader assumption. The efficient markets paradigm is a triumph of economics because it is so counterintuitive to the layman, so restrictive in what it allows, and so pervasive in its application. A healthy respect for the rationality of markets is a hugely advantageous mindset for the researcher and practitioner. This should be the base from which one identifies anomalies, and then explains them with specific frictions or cognitive biases."

O Avanço do Atraso

"A Grande Transformação", documento do partido de Mr. da Silva, cujo objetivo é delinear as diretrizes políticas da candidata oficial à presidência, tem como diretriz o aumento da presença do estado na economia com por meio do crescimento das estatais e do direcionamento do crédito pelos bancos estatais. O primeiro ponto está associado ao crescimento de monopólios e supressão de competição, enquanto que o segundo é conhecido por repressão financeira. Ambos indicam estatização e têm possibilidades reduzidas de produzir crescimento econômico com melhor distribuição de renda, pois países com maior grau de sucesso nesta seara são aqueles que criam um ambiente institucional para a proliferação de mercados competitivos. O avanço dos monopólios estatais cria apenas uma casta de funcionários públicos descompromissados com o consumidor, enquanto que a repressão financeira, além de tradicionalmente ser uma péssima alternativa para alocação e recursos, cria grandes privilégios para aqueles grupos do setor privado não com habilidades produtivas, mas com maior influência política. Como isto irá produzir maior crescimento econômico com melhor distribuição de renda? Eu não tenho a menor idéia.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Uma Solução Coaseana Para o Problema da Compra dos Caças

O governo federal já havia se decidido politicamente pela compra dos caças franceses muito antes da atual redução de preços, embora os franceses ainda sejam mais caros do que os americanos e os suecos e a despeito de que o usuário final, a Aeronáutica, prefere, por motivos técnicos, os caças suecos. Existe aqui um óbvio conflito de interesses entre objetivos políticos do Governo Federal e as necessidades das Forças Armadas. Minha solução é simples: o Planalto deseja pagar mais pelos caças franceses do que eles valem - para a Aeronáutica, eles valem muito pouco -, a diferença é a conveniência política. A solução então é satisfazer o consumidor final comprando os caças suecos a um preço menor e doar a diferença (o quanto o governo brasileiro está disposto a pagar pelos Rafales menos o custo dos caças suecos) para o governo francês. Assim, consegue-se os dois objetivos: Mr. da Silva consegue comprar o apoio de Mr. Sarkozy, a Aeronáutica tem o que precisa e o contribuinte não precisa pagar mais caro por esta patetice. Mr. da Silva fica contente, Mr. Sarkozy fica contente, a Aeronáutica fica contente e o contribuinte não é completamente escalpelado.

Rio Grande do Sul e o Caminho para o Inferno

Mau prenúncio: Alta recorde de temperatura e a volta do ministro, aquele da Justiça. Vade retro satana!

Renminbi Subvalorizado: Quem Paga a Conta?

Países pobres e mercados emergentes, como argumenta Arvind Subramanian, no FT:

"... an undervalued exchange rate is above all a protectionist trade policy, because it is the combination of an import tariff and an export subsidy. It follows therefore that the real victims of this policy are other emerging market and developing countries – because they compete more closely with China than the US and Europe, whose source of comparative advantage is very different from China’s."

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Direitos de Propriedade: Em Defesa do Estado de Direito

Importante nota da AMB a respeito do PNDH-3, que visa, entre outras aberrações, enfraquecer legalmente o direito à propriedade:

Assessoria de Comunicação da AMB
29.01.2010 16:58
Nota Pública - Programa Nacional de Direitos Humanos

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), entidade representativa de aproximadamente 14 mil juízes, em todos os seguimentos do Poder Judiciário, vem a público manifestar preocupação e apreensão ao Programa Nacional de Direitos Humanos, editado pelo Governo Federal, exigindo a realização prévia de audiências públicas a serem promovidas no âmbito do Poder Executivo, como pré-requisito para a concessão de liminares concedidas pelo Poder Judiciário em caso de reintegração de posse.

A proposta afronta a segurança jurídica daqueles que buscam no Poder Judiciário a pronta intervenção em casos de violação ao seu direito de propriedade, além de representar manifesta e indesejável usurpação de função, subvertendo atribuições específicas dos Poderes Constituídos do Estado.

Não é aceitável que o juiz, após formar seu livre convencimento para conceder uma medida liminar, observando o devido processo legal, tenha condicionada sua decisão, muitas vezes necessária e urgente, à realização de uma audiência pública com viez não raras vezes político, postergando ainda mais a prestação jurisdicional pretendida.

Resta, pois, evidente que a proposta, se aprovada, afronta prerrogativas próprias dos magistrados e do Poder Judiciário de dizer o direito a quem dele reclama, com inegáveis consequências às garantias constitucionais do cidadão e da sociedade brasileira.

Portanto, a Associação dos Magistrados Brasileiros, como órgão de representação de todos os seguimentos do Poder Judiciário Nacional, sente-se no dever de alertar a sociedade, as autoridades constituídas e aos demais Poderes da República para a gravidade que a proposta, se transformada em lei, poderá ensejar.

Brasília, 27 de janeiro de 2010.

Mozart Valadares Pires

Presidente da AMB

Violência, Destruição e Violação de Direitos de Propriedade



É o resultado da ausência do Estado de Direito.

Viva o Dia Nacional do Combate ao Escalpelamento!

Mais um exemplo, agora na forma de promulgação de leis, da cultura do "quanto mais, melhor" desta tragédia nacional que se chama governo. Preparem-se para as comemorações no dia 28 de agosto.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ladeira Abaixo

O que pode acontecer quando um governo, com as virtudes do brasileiro, se envolve com educação, cultura e ciência?

Sobre Economia Alternativa,Taxa de Câmbio, Crescimento Econômico e a China

Economistas alternativos no Brasil de vertente keynesiana, com influência na academia e na formação de opinião pública, defendem a tese que a política mais estratégica para o desenvolvimento econômico é a política cambial, com o câmbio subvalorizado (Veja o debate sobre taxa de câmbio abaixo). Citam ainda a China como exemplo de país com crescimento econômico acelerado que faz uso desta estratégia. Me leva a pensar sobre o que seria da China sem a sua política de câmbio.

Curioso é que um dos maiores experts em estratégias de desenvolvimento econômico, chinês e profundo conhecedor da economia chinesa, o economista Justin Yifu Lin, em recente livro, sequer menciona o câmbio. Importantes para o desenvolvimento são políticas que exploram e desenvolvem vantagens comparativas (Comparative Advantage Following), e não aquelas que se opõem (Comparative Advantage Defying). Mais curioso ainda é sua observação de que o fracasso da América Latina em se desenvolver decorre de seus erros de estratégia, que misturam substituição de importações com keynesianismo. O problema é que esta mistura nefasta cria um ambiente institucional propício à corrupção, rent-seeking e péssima distribuição de renda, regado a muita ineficiência econômica.

Dá para começar a entender qual que é o problema deste país?

Por Que é Tão Difícil Crescer?

Para que um país possa crescer mais rapidamente, é necessário aumentar sua taxa de investimento em capital físico e humano. Seu problema então é organizar a sociedade de forma que valha a pena investir em capital produtivo, aumentando sua taxa de retorno pela minimização da possibilidade de expropriações, seja por roubo, extorsão por autoridades de governo ou a criação de impostos arbitrários. Fundamental então é a proteção a direitos de propriedade e a criação de mercados competitivos, tarefas típicas de governos, dentro de uma estratégia consistente de desenvolvimento econômico. As coisas começam a ficar realmente difíceis quando é o próprio governo que encarece o investimento em infraestrutura ao limitar competição em licitações visando capturar uma fatia maior de propina - na terminologia dos políticos, recursos extra-oficiais não contabilizados.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Taxa de Câmbio Real, Poupança Doméstica e Crescimento Econômico

Um debate incendeia o mundo dos blogs de economia: "O" Anônimo, da Mão Visível, critica Oreiro, que critica Ferreira e Fragelli aqui e aqui, que criticam artigo de Bresser Pereira. O ponto original é que no artigo de Bresser Pereira, segundo seus críticos, é feito o argumento de que a taxa de câmbio é a política econômica mais estratégica para promoção de desenvolvimento econômico e países que mantêm seu câmbio desvalorizado conseguem atingir maiores taxas de crescimento econômico. A partir daí, os críticos dos críticos dos críticos têm levantado várias afirmações pontuais, às vezes difíceis de se compreender sem menção ao modelo econômico subjacente e com observações casuais (ex. câmbio desvalorizado na China e elevados crescimento econômico e poupança doméstica) como provas empíricas definitivas, pelo menos no âmbito retórico dos blogs.

Mas indo direto ao ponto, qual é a relação (teórica e empírica) entre taxa de câmbio real, poupança doméstica e crescimento econômico? Montiel e Servén explicam:

"In short, there is as yet little analytical or empirical support for the view that
an exchange rate policy geared to the maintenance of a depreciated real exchange
rate promotes increased domestic saving, and through more saving, larger rates
of domestic capital accumulation and growth. If exchange rate policy indeed has
a significant impact on economic growth in developing countries, it is likely to
do so through what this paper has labeled the TFP channel, rather than through
the capital accumulation channel."

Se evidências empíricas e teoria econômica servirem como guia neste debate, eu diria que a turma da economia convencional (Ferreira, Fragelli, "O") tem o argumento correto, em detrimento dos alternativos (Bresser Pereira, Oreiro), que, no caso, precisam melhorar seus referenciais teóricos para poder compatibilizá-los com as evidências empíricas.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Uma Proposta de Reforma do Sistema Financeiro

Novo artigo de Alberto Giovanni, que parte de alguns princípios fundamentais, como a importância de informação assimétrica e falta de liquidez na geração de crises financeiras:

"In this paper I highlight some fundamental characteristics of the recent financial crisis and identify ways to make the financial system stronger. The financial system has evolved technologically, with an ever wider use of securities and derivative contracts, and geographically, with the worldwide spread of the capitalist model of financial intermediation. I start with a description of the effects of these developments and show that, fundamentally, the key weak points in the business of financial intermediation have remained the same.
The recent crisis has brought to the forefront a number of pitfalls in financial markets including, prominently, weak systems to protect retail investors as well as retail borrowers. This paper does not address these issues, which are important and, in some countries, may have been a factor in the build-up of excessive risk positions. By contrast, the paper focuses exclusively on the problem of markets instabilities, and on reforms to make the system less vulnerable to crises.
"

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Processo de Argentinização dos EUA

O modelo econômico argentino anda se espraiando no hemisfério norte: O problema central dos EUA agora é conter os crescentes endividamento público e tamanho do governo, bem como a crescente politização do Fed. Ed Lazear explica sua interpretação sobre a política fiscal americana, enquanto que Richard Fisher comenta sobre a pressão para submeter o Fed aos interesses do Congresso. Se história econômica puder nos ensinar alguma coisa, eu diria que esta trajetória, a ser mantida, não vai terminar bem.

Rá! E um Outro Mundo é Possível!

No Fórum Social Mundial deste ano, as demandas por um mundo melhor já criaram uma realidade paralela, como aponta este artigo:

"Às margens de um aglomerado de barracas, ocorre um ritual xamânico, e um rapaz dança em descompasso, virando os olhos e pisoteando brasas, para depois dizer que foi tomado pelo seu “animal de poder”. Ele diz que é um macaco, um macaquinho que lhe dá coragem e força para viver. Depois do transe, é aplaudido por jovens da Aldeia da Paz, um grupo que busca a evolução espiritual pelo contato com a natureza. Um dos místicos, Diogo Rezende, 23 anos, explica que ali ninguém come carne, ninguém bebe álcool, ninguém fuma tabaco de multinacionais – mas boa parte toma os “chás sagrados” e pita palheiros e outras ervas naturais."

Não lembra a utopia do movimento hippie, dos anos 60? Os hippies, com suas Kombis coloridas e sua postura pacifista, nos deixaram um legado cultural, mas seu modelo de sociedade não vingou. Entretanto, existe uma diferença significativa entre os dois grupos: No FSM, o objetivo não é construir uma realidade paralela para seus adeptos, mas o de impor um determinado tipo de sociedade para os outros.

Discutindo Ensino Estatal com Sensatez

Bom artigo de Mariza Abreu sobre o sistema de ensino estatal. Quando acabam as esperanças de que é possível melhorar a qualidade da educação pública, este artigo é uma boa fonte de inspiração, pois aponta que uma forma de ação é o envolvimento da sociedade, com maiores demandas por qualidade na educação. Não que este seja um argumento novo, mas o que alenta é que vem de dentro da máquina estatal.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Tema Para Discussão no Fórum Social Mundial



Redução de pobreza e melhoras na distribuição de renda no mundo, conforme os gráficos ao lado:

"World poverty is falling. This column presents new estimates of the world’s income distribution and suggests that world poverty is disappearing faster than previously thought. From 1970 to 2006, poverty fell by 86% in South Asia, 73% in Latin America, 39% in the Middle East, and 20% in Africa. Barring a catastrophe, there will never be more than a billion people in poverty in the future history of the world."

Estes são os efeitos da "globalização neoliberal excludente", conforme o estudo de Pinkovskiy e Sala-i-Martin. Quais são as alternativas ao capitalismo e como elas melhoram esta dinâmica? Como fazer com que as alternativas propostas não sejam a catástrofe que irá aumentar a pobreza?

Jaboticaba Redux: Projeto de Lei Visa Redistribuição de Lucros

Conforme noticiado na imprensa, governo apresenta um projeto para obrigar a redistribuição de lucros (5% do lucro líquido) de empresas do setor privado. Por algum motivo, estatais estão fora do alcance da medida. O jornalista Breno Baldrati, da Gazeta do Povo, me pediu para comentar a medida. Minha avaliação, ligeiramente modificada aqui, é a seguinte:

Trata-se de uma péssima idéia. O problema é que esta medida é, na prática, mais um imposto sobre o capital, cujo impacto direto é desestimular a acumulação de capital no longo prazo, reduzindo assim os prospectos de crescimento econômico. A importância da acumulação de capital para o crescimento de longo prazo se torna evidente pelo fato de que, para que um trabalhador se torne mais produtivo, com ganhos de salário real, é necessário que seu trabalho esteja associado a mais capital e tecnologia. Sociedades mais ricas, com salário real mais elevado na média, detêm mais capital per capita e fazem uso de tecnologias mais avançadas. Por causa disto é que a medida é contraproducente, visto que dificulta aumentos salariais ao longo do tempo. Entretanto, é possível que sequer um impacto redistributivo (dos proprietários do capital para os trabalhadores) significativo ocorra, pois os agentes econômicos têm o persistente hábito de adaptar seu comportamento às mudanças do ambiente econômico. Como o novo imposto é sobre os lucros - e a coisa mais fácil a fazer em uma empresa é reduzir lucros, os acionistas podem se proteger aumentando consumo interno nas empresas, o que reduz lucros sem ter grande impacto sobre sua riqueza. Isto gera uma ineficiência adicional, pois os acionistas minoritários não têm acesso a consumo interno, visto que não tomam decisões no âmbito interno das empresas. Isto desincentiva a aquisição de ações da parte destes, ao reduzir seus dividendos. Novamente ocorre um impacto negativo sobre acumulação de capital. Adicionalmente, a medida penaliza apenas o setor privado - que é a mola do crescimento e desenvolvimento econômico, isentando as estatais desta obrigação. Enfim, uma medida contraproducente, com baixo alcance redistributivo no curto prazo e grande potencial de produzir danos ao crescimento econômico e a melhorias salariais ao longo do tempo.

P.S. O artigo da Gazeta do Povo saiu aqui.

Coisas Realmente Boas Que Estou Lendo III


Excelente introdução à teoria dos jogos, tanto a clássica com a evolucionária. A segunda parte do livro, que trata de evolução, é a que mais me despertou a atenção. Tem até um exemplo de dinâmica evolucionária para o jogo "pedra, papel e tesoura", onde o equilíbrio de Nash de estratégias mistas pode não ser evolucionariamente estável.

Coisas Realmente Boas Que Estou Lendo II


"We have been here before". Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff fazem a história quantitativa das crises financeiras, onde o tema recorrente é a excessiva acumulação de dívida, seja privada ou de governos.

Coisas Realmente Boas Que Estou Lendo I


Lin argumenta, usando boa teoria econômica e com sólidas bases empíricas, que mais importante para o desenvolvimento econômico do que recursos naturais ou investimento em capital é a escolha das instituições econômicas, que depende da estratégia de desenvolvimento do governo e do modelo mental da sociedade. Leia esta ótima resenha feita pelo James Dorn, do Cato Institute.

Notícias Sobre Xadrez

- Selva Brasilis aparentemente não gosta de xadrez, mas a referência ao artigo do Kasparov sobre computadores, no NYT, é boa.

- O impacto de computação sobre a performance de jogadores profissionais vem à tona com este artigo da Veja, sobre Magnus Carlsen. Longe de ser uma ameaça aos humanos, o computador os tem ajudado a se aprimorarem no jogo.

- O talentoso enxadrista brasileiro, Rodrigo Disconzi, ensina como usar softwares de xadrez em seu benefício.

- Kenneth Rogoff, sendo Grande Mestre e considerado um garoto prodígio no xadrez, analisa a economia global sob a perspectiva da inovação de inteligência artificial no xadrez e conclui que:

"In short, I do not share the view of many that, after the Internet and the personal computer, it will be a long wait until the next paradigm-shifting innovation. Artificial intelligence will provide the boost that keeps the teens rolling. So, despite a rough start from the financial crisis (which will still slow global growth this year and next), there is no reason why the new decade has to be an economic flop.

Barring another round of deep financial crises, it won’t be – as long as politicians do not stand in the way of the new paradigm of trade, technology, and artificial intelligence."

- Vassily Ivanchuk estará no Brasil para participar do Torneio da Festa da Uva, em março, em Caxias do Sul, RS. Ivanchuk é um dos mais fortes jogadores de xadrez do mundo, desde o início dos anos 1990. Para se ter uma idéia do que é capaz de fazer, veja as duas partidas que ganhou do Kasparov, esta e esta aqui.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ensinando Economia para um Nobel em Economia

Não precisa ser economista para explicar como mercados funcionam para o Stiglitz. Outra forma de explicar, mais sucinta, é dizer que mercados funcionam melhor quando direitos de propriedade forem bem definidos e seguros, quando mercados forem razoavelmente competitivos e quando existir um fluxo apropriado de informação. Ei, mas não foi o próprio Stiglitz quem inovou com a análise de informação assimétrica? O que aconteceu com o Nobel aqui? Deslize retórico ou perda de memória?